Pular para o conteúdo
lula4

Resultado da eleição de 2026

Autoria
Por Redação lula4
Publicado em
Atualizado em
Atualização:
Atualizada a cada novo dado oficial até a diplomação; depois congela.
Estrela da página:
Pálida (Minas Gerais)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente em 25 de outubro de 2026. No 2º turno, teve 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de 4.430.191 votos. No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro tinha ficado na frente, com 47,03% contra 45,16%. Foi a primeira vez que o segundo colocado do 1º turno venceu o 2º turno numa eleição presidencial brasileira.

Todos os números desta página vêm da totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções apuradas. Somas por região e variações entre os turnos são cálculos do lula4 a partir desses dados.

Resultado do 2º turno

2º turno, 25 de outubro de 2026
2º turno, 25 de outubro de 2026
CandidaturaVotos% dos válidos
Lula (PT)64.256.232
51,79%
Flávio Bolsonaro (PL)59.826.041
48,21%
Eleitorado
158.745.502
Comparecimento
128.236.074
Abstenção
30.509.005
Votos brancos
1.430.496
Votos nulos
2.723.305

Fonte: TSE, resultado do 2º turno para presidente, Brasil (arquivo de dados da totalização)

Lula e o vice Geraldo Alckmin (PSB) concorreram pela coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PSB, PDT, PCdoB, PT, PV, PSOL e Rede, segundo os dados do TSE. Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, concorreu pelo PL, sem coligação, com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) como vice. A trajetória do presidente reeleito está em quem é Lula.

Compareceram 128.236.074 eleitores, 80,78% dos 158.745.502 aptos a votar. Os votos válidos somaram 124.082.273. Houve 1.430.496 votos brancos e 2.723.305 nulos.

Os 64.256.232 votos de Lula são a maior votação já recebida por um candidato a presidente no Brasil, segundo levantamento da Agência Brasil. O recorde anterior era do próprio Lula: 60.345.999 votos no 2º turno de 2022.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou o resultado na noite de 25 de outubro. No mesmo dia, depois de relatos de falta de transporte coletivo em várias cidades, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prorrogar a votação até as 19h. Em seguida, ele esclareceu que a prorrogação valeria só onde as urnas ainda não tinham sido fechadas, segundo a Agência Brasil. Segundo o TSE, a decisão chegou depois das 17h, quando milhares de urnas já tinham sido encerradas.

Na noite de 25 de outubro, Flávio Bolsonaro disse que não reconheceria o resultado e que a área jurídica da campanha pediria a anulação do pleito, segundo a Agência Brasil. O argumento dele foi a prorrogação do horário de votação. Em 26 de outubro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota em que o partido afirma: "Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)". Se houver decisão da Justiça Eleitoral sobre o tema, ela será registrada nesta página.

Resultado do 1º turno

1º turno, 4 de outubro de 2026
1º turno, 4 de outubro de 2026
CandidaturaVotos% dos válidos
Flávio Bolsonaro (PL)56.104.503
47,03%
Lula (PT)53.879.538
45,16%
Augusto Cury (Avante)3.448.569
2,89%
Renan Santos (Missão)2.675.887
2,24%
Ronaldo Caiado (PSD)2.605.148
2,18%
Romeu Zema (Novo)326.488
0,27%
Samara Martins (UP)122.911
0,10%
Hertz Dias (PSTU)43.103
0,04%
Clariana Barao (DC)40.043
0,03%
Edmilson Costa (PCB)22.693
0,02%
Wilson Grassi (Democrata)16.881
0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO)15.024
0,01%
Eleitorado
158.745.502
Comparecimento
125.275.835
Abstenção
33.469.244
Votos brancos
2.300.798
Votos nulos
3.674.249

Fonte: TSE, resultado do 1º turno para presidente, Brasil (arquivo de dados da totalização)

Doze candidatos disputaram a Presidência no 1º turno. Flávio Bolsonaro terminou na frente, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos). Lula teve 53.879.538 (45,16%). A diferença entre os dois foi de 2.224.965 votos.

Os outros dez candidatos somaram 9.316.747 votos, 7,81% dos válidos. Os mais votados entre eles foram:

  • Augusto Cury (Avante): 3.448.569 votos (2,89%);
  • Renan Santos (Missão): 2.675.887 votos (2,24%);
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.148 votos (2,18%);
  • Romeu Zema (Novo): 326.488 votos (0,27%).

Os outros seis tiveram 0,10% ou menos cada um. Como nenhum candidato teve mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados foram para o 2º turno. Depois do 1º turno, Renan Santos disse que não apoiaria nenhum dos dois finalistas, e o PSD de Ronaldo Caiado liberou os diretórios estaduais para decidir, segundo a Agência Brasil.

No 1º turno, compareceram 125.275.835 eleitores, 78,92% do eleitorado. Os votos válidos foram 119.300.788.

Mapa do 2º turno por estado

Quem venceu em cada estado, 2º turno
Quem venceu em cada estado, 2º turnoMapa em grade: cada quadrado é uma UF; verde para Lula, azul para Flávio Bolsonaro, cor mais forte para margem maior. Os mesmos dados estão na lista e na tabela.AC67%AL61%AP53%AM54%BA71%CE69%DF54%ES56%GO60%MA70%MT66%MS60%MG50%PR63%PB67%PA55%PE69%PI76%RN66%RS58%RJ53%RO70%RR72%SC69%SE70%SP54%TO51%
  • Lula (PT)
  • Flávio Bolsonaro (PL)
  • Cor mais forte = margem maior
Ver o mapa como lista

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), portal de resultados, totalização final

Lula teve mais votos em 13 unidades da Federação, e Flávio Bolsonaro, em 14. O mapa mostra uma divisão regional:

  • Lula venceu nos nove estados do Nordeste, em três estados do Norte (Amazonas, Pará e Amapá) e em Minas Gerais.
  • Flávio Bolsonaro venceu nos três estados do Sul, nos três estados do Centro-Oeste e no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em quatro estados do Norte (Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins).

No 1º turno, o mapa era quase igual. Lula liderava em 12 unidades da Federação e Flávio Bolsonaro, em 15. A única troca foi Minas Gerais.

Votos por estado: tabela das 27 UFs

Resultado por estado, em % dos votos válidos
Estado1º turno2º turnoMudou?
LulaFlávioLulaFlávio
Acre (AC)28,73%64,56%33,43%66,57%Não
Alagoas (AL)54,73%40,45%60,77%39,23%Não
Amapá (AP)45,71%45,67%52,88%47,12%Não
Amazonas (AM)48,23%45,00%54,02%45,98%Não
Bahia (BA)66,17%28,53%71,31%28,69%Não
Ceará (CE)63,29%31,27%68,93%31,07%Não
Distrito Federal (DF)38,11%51,31%45,72%54,28%Não
Espírito Santo (ES)37,76%54,78%43,63%56,37%Não
Goiás (GO)31,06%53,60%40,34%59,66%Não
Maranhão (MA)63,99%30,90%69,54%30,46%Não
Mato Grosso (MT)29,18%65,15%33,94%66,06%Não
Mato Grosso do Sul (MS)34,68%58,60%40,40%59,60%Não
Minas Gerais (MG)43,33%48,24%50,43%49,57%Virou para Lula
Pará (PA)49,91%44,50%55,02%44,98%Não
Paraíba (PB)61,31%33,07%67,46%32,54%Não
Paraná (PR)31,20%59,91%37,42%62,58%Não
Pernambuco (PE)63,45%31,03%69,20%30,80%Não
Piauí (PI)70,99%24,09%75,88%24,12%Não
Rio de Janeiro (RJ)39,41%53,01%46,90%53,10%Não
Rio Grande do Norte (RN)59,75%34,77%65,72%34,28%Não
Rio Grande do Sul (RS)35,73%55,64%42,16%57,84%Não
Rondônia (RO)25,89%67,45%30,39%69,61%Não
Roraima (RR)22,86%71,06%27,54%72,46%Não
Santa Catarina (SC)25,04%66,65%30,58%69,42%Não
São Paulo (SP)38,20%51,93%46,15%53,85%Não
Sergipe (SE)62,75%30,63%69,53%30,47%Não
Tocantins (TO)43,42%50,44%48,63%51,37%Não

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), portal de resultados, totalização final

A tabela traz os votos e o percentual dos válidos de Lula e de Flávio Bolsonaro em cada estado, nos dois turnos. No 1º turno, o percentual considera os votos de todos os 12 candidatos. Por isso, a soma dos dois fica abaixo de 100%. Cada estado tem um link próprio, como o de São Paulo.

Nordeste

Somados os nove estados, Lula teve 24.450.432 votos (69,37% dos válidos da região) e Flávio Bolsonaro, 10.796.736 (30,63%). A vantagem de Lula na região foi de 13.653.696 votos, mais de três vezes a diferença nacional. Os maiores percentuais de Lula no país foram no Piauí (75,88%), na Bahia (71,31%), no Maranhão (69,54%) e em Sergipe (69,53%). Só a Bahia deu a Lula 3.876.497 votos de vantagem.

Sudeste

Os quatro estados somaram 50.882.232 votos válidos no 2º turno, 41% do total do país. Flávio Bolsonaro teve 26.844.501 (52,76%) e Lula, 24.037.731 (47,24%). Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Flávio Bolsonaro venceu por 53,85% a 46,15%, com 2.019.904 votos de vantagem. No Rio de Janeiro, foram 53,10% a 46,90%. No Espírito Santo, 56,37% a 43,63%. Minas Gerais ficou com Lula por 50,43% a 49,57%.

Sul

Flávio Bolsonaro teve 62,58% dos válidos na região (11.385.893 votos) e Lula, 37,42% (6.809.370). A vantagem de Flávio Bolsonaro no Sul foi de 4.576.523 votos, a maior dele entre as regiões. Santa Catarina deu a ele 69,42%; o Paraná, 62,58%; e o Rio Grande do Sul, 57,84%.

Centro-Oeste

Somados Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, Flávio Bolsonaro teve 5.603.867 votos (60,01%) e Lula, 3.733.919 (39,99%). Mato Grosso teve o maior percentual de Flávio Bolsonaro na região, 66,06%. No Distrito Federal, a disputa foi mais próxima: 54,28% a 45,72%.

Norte

A região quase empatou. Somados os sete estados, Lula teve 5.024.626 votos e Flávio Bolsonaro, 5.023.547, uma diferença de 1.079 votos. Roraima deu a Flávio Bolsonaro o maior percentual do país, 72,46%, seguido de Rondônia (69,61%) e Acre (66,57%). Lula venceu no Pará (55,02%), no Amazonas (54,02%) e no Amapá (52,88%). Em Tocantins, Flávio Bolsonaro venceu por 51,37% a 48,63%.

Exterior

Havia 916.683 brasileiros aptos a votar no exterior. No 2º turno, 381.443 compareceram (41,63%). Lula teve 200.154 votos (53,86%) e Flávio Bolsonaro, 171.497 (46,14%). Esses votos entram no total nacional, mas não aparecem na tabela dos 27 estados.

A virada explicada com números

Flávio Bolsonaro saiu do 1º turno com 2.224.965 votos de vantagem. Lula terminou o 2º turno com 4.430.191 votos à frente. Em três semanas, a diferença entre os dois mudou em 6.655.156 votos.

Lula ganhou 10.376.694 votos entre os turnos: passou de 53.879.538 para 64.256.232. Flávio Bolsonaro ganhou 3.721.538: passou de 56.104.503 para 59.826.041. De cada 100 votos a mais que os dois finalistas receberam, cerca de 74 foram para Lula.

De onde vieram os votos a mais

Os dois finalistas somaram 14.098.232 votos a mais no 2º turno. Esse número é a soma de duas parcelas:

  • 9.316.747 votos que, no 1º turno, tinham ido para os outros dez candidatos;
  • 4.781.485 votos válidos a mais no 2º turno. Eles vieram de 2.960.239 eleitores a mais nas urnas, de 870.302 votos brancos a menos e de 950.944 votos nulos a menos.

Cientistas políticos ouvidos pela Radioagência Nacional, da EBC, apontaram outros fatores. Para Luís Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília (UnB), pesou a mudança de temas da campanha de Lula no 2º turno, com foco em assuntos concretos, como programas sociais, segurança e direitos dos trabalhadores. Camila Rocha, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), destacou a campanha digital, como um canal de apoiadores no WhatsApp que, segundo a reportagem, reuniu mais de 10 milhões de pessoas.

O único estado que mudou de lado: Minas Gerais

Minas Gerais foi o único estado em que o líder do 1º turno perdeu o 2º turno. No 1º turno, Flávio Bolsonaro teve 5.777.548 votos (48,24%) e Lula, 5.188.936 (43,33%), uma diferença de 588.612 votos. No 2º turno, Lula teve 6.351.099 votos (50,43%) e Flávio Bolsonaro, 6.241.786 (49,57%). A vantagem de Lula ficou em 109.313 votos.

Entre os turnos, Lula ganhou 1.162.163 votos no estado e Flávio Bolsonaro, 464.238. O comparecimento subiu de 77,19% para 79,67% do eleitorado, ou 406.929 eleitores a mais. No 1º turno, os outros candidatos tinham somado 1.009.751 votos em Minas Gerais.

Dois outros estados tiveram disputas apertadas. No Amapá, Lula liderou o 1º turno por só 225 votos (212.503 a 212.278); no 2º turno, a vantagem dele subiu para 24.294 votos. Em Tocantins, segunda disputa mais apertada do 2º turno em percentual, Flávio Bolsonaro manteve a liderança por 24.954 votos.

Ganho de votos em cada estado

Lula ganhou votos em todas as 27 unidades da Federação. Flávio Bolsonaro ganhou em 21 e perdeu em seis: Acre (−15.092), Amapá (−13.604), Roraima (−11.647), Maranhão (−9.069), Amazonas (−1.519) e Tocantins (−1.405). Nesses seis estados, o comparecimento também caiu entre os turnos.

Os maiores ganhos de Lula foram em São Paulo (+2.613.861), Minas Gerais (+1.162.163), Rio de Janeiro (+872.372) e Bahia (+820.487). Os de Flávio Bolsonaro foram em São Paulo (+1.217.155), Minas Gerais (+464.238), Paraná (+346.099) e Rio Grande do Sul (+300.595). Em percentual dos válidos, Lula cresceu mais em Goiás (de 31,06% para 40,34%), São Paulo (de 38,20% para 46,15%) e Distrito Federal (de 38,11% para 45,72%).

EstadoLula: votos ganhosFlávio Bolsonaro: variaçãoComparecimento 1º turnoComparecimento 2º turno
São Paulo (SP)+2.613.861+1.217.15577,46%80,19%
Minas Gerais (MG)+1.162.163+464.23877,19%79,67%
Rio de Janeiro (RJ)+872.372+202.18976,68%78,38%
Bahia (BA)+820.487+166.17680,03%83,29%
Pernambuco (PE)+563.542+94.51181,83%84,82%
Rio Grande do Sul (RS)+529.793+300.59578,65%80,84%
Paraná (PR)+511.907+346.09979,43%81,96%
Ceará (CE)+480.861+62.62884,48%86,11%
Goiás (GO)+396.675+293.44678,17%79,66%
Santa Catarina (SC)+291.146+220.05181,05%83,04%
Pará (PA)+263.212+35.98380,90%79,68%
Paraíba (PB)+252.932+33.83382,62%84,46%
Maranhão (MA)+241.930−9.06980,27%79,64%
Rio Grande do Norte (RN)+175.633+16.91681,62%83,94%
Alagoas (AL)+157.162+8.42279,37%79,92%
Espírito Santo (ES)+151.937+61.31078,63%80,53%
Distrito Federal (DF)+149.597+69.92681,10%82,70%
Sergipe (SE)+133.022+15.51582,70%84,29%
Piauí (PI)+130.279+8.83182,85%82,81%
Mato Grosso (MT)+112.486+52.51877,80%79,05%
Mato Grosso do Sul (MS)+112.118+54.54176,13%78,76%
Amazonas (AM)+98.787−1.51979,84%78,33%
Rondônia (RO)+43.779+21.39478,29%78,08%
Tocantins (TO)+38.953−1.40581,66%80,77%
Amapá (AP)+10.465−13.60482,59%74,53%
Acre (AC)+9.743−15.09279,57%73,92%
Roraima (RR)+9.085−11.64782,88%76,85%

Comparecimento é o percentual do eleitorado de cada estado que foi votar. Cálculo do lula4 com dados do TSE.

Comparecimento entre os turnos

No país, 2.960.239 eleitores a mais votaram no 2º turno. O comparecimento subiu em 18 unidades da Federação e caiu em 9: os sete estados do Norte, o Maranhão e o Piauí. As maiores quedas foram no Amapá (de 82,59% para 74,53%), em Roraima (de 82,88% para 76,85%) e no Acre (de 79,57% para 73,92%). O maior aumento em número de eleitores foi em São Paulo: 932.397 a mais.

Abstenção, brancos e nulos

A abstenção é a parte do eleitorado que não foi votar. Em 2026, ela caiu de um turno para o outro.

Indicador1º turno (4/10)2º turno (25/10)
Eleitorado158.745.502158.745.502
Comparecimento125.275.835 (78,92%)128.236.074 (80,78%)
Abstenção33.469.244 (21,08%)30.509.005 (19,22%)
Votos válidos119.300.788 (95,23% dos votos)124.082.273 (96,76% dos votos)
Votos brancos2.300.798 (1,84%)1.430.496 (1,12%)
Votos nulos3.674.249 (2,93%)2.723.305 (2,12%)

Comparecimento e abstenção estão em percentual do eleitorado. Válidos, brancos e nulos estão em percentual dos votos, isto é, do comparecimento.

No 1º turno, a abstenção de 21,08% foi a maior num 1º turno de eleições gerais desde 1998, quando chegou a 21,5%, segundo a Agência Brasil. Em 2022, a abstenção tinha sido de 20,95% no 1º turno e de 20,59% no 2º turno, segundo a Radioagência Nacional. O 2º turno de 2026, com 19,22%, ficou abaixo dos dois turnos de 2022.

Por estado, a abstenção do 1º turno foi maior em Mato Grosso do Sul (23,87%), no Rio de Janeiro (23,32%), em Minas Gerais (22,81%) e em São Paulo (22,54%), e menor no Ceará (15,52%). No 2º turno, a maior abstenção foi no Acre (26,08%), no Amapá (25,47%) e em Roraima (23,15%). A menor foi de novo no Ceará (13,89%), seguido de Pernambuco (15,18%). No exterior, a abstenção foi de 62,69% no 1º turno e de 58,37% no 2º.

Brancos e nulos somaram 5.975.047 votos no 1º turno (4,77% dos votos) e 4.153.801 no 2º turno (3,24%). Eles não são votos válidos: não contam para nenhum candidato e não entram na base dos percentuais. As regras do sistema eleitoral estão explicadas no guia da democracia brasileira.

Um detalhe dos dados: o eleitorado de 158.745.502 pessoas inclui 423 eleitores de 41 seções que não foram instaladas, segundo o TSE. Por isso, comparecimento mais abstenção dá 423 a menos que o eleitorado.

Cronologia do pleito

  1. TSE aprova o calendário eleitoral

    O Tribunal Superior Eleitoral aprova a Resolução nº 23.760/2026, que fixa todas as datas das eleições gerais de 2026. Em agosto, a Resolução nº 23.771/2026 alterou alguns itens; as datas desta linha do tempo seguem o texto compilado.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760, de 2 de março de 2026 (texto compilado)

  2. Prazo de filiação, domicílio e renúncia

    Seis meses antes do 1º turno. Último dia para quem quer concorrer ter domicílio eleitoral na circunscrição e filiação partidária deferida. Também é o prazo para governadores e prefeitos que disputam outros cargos renunciarem ao mandato.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (4 de abril de 2026)

  3. Começam as convenções partidárias

    De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações podem fazer convenções para escolher candidatos a presidente e vice, governador, senador e deputados, e decidir coligações.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (20 de julho de 2026)

  4. PL oficializa Flávio Bolsonaro

    Em convenção na Arena Pacaembu, em São Paulo, o PL oficializa a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.

    Fonte: Agência Brasil, 25/07/2026

  5. PT oficializa Lula e Alckmin

    Em convenção no Expo Center Norte, em São Paulo, o PT oficializa a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice.

    Fonte: Agência Brasil, 02/08/2026

  6. Fim do prazo das convenções

    Último dia para partidos e federações fazerem convenções e definirem candidaturas e coligações.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (5 de agosto de 2026)

  7. Prazo para o registro das candidaturas

    Último dia, até as 19h, para partidos, federações e coligações pedirem à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (15 de agosto de 2026)

  8. Começa a campanha

    A propaganda eleitoral passa a ser permitida, inclusive na internet.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (16 de agosto de 2026)

  9. Horário eleitoral no rádio e na TV

    Começa a propaganda gratuita no rádio e na televisão do 1º turno, que vai até 1º de outubro.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (28 de agosto de 2026)

  10. Registros julgados e fim das trocas

    Data em que todos os pedidos de registro de candidatura devem estar julgados nas instâncias ordinárias. É também o último dia para substituir candidatos, salvo em caso de morte.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (14 de setembro de 2026)

  11. 1º turno

    Votação das 8h às 17h, horário de Brasília. Na totalização final do TSE, Flávio Bolsonaro (PL) teve 56.104.503 votos (47,03% dos válidos) e Lula (PT), 53.879.538 (45,16%). Os dois foram para o 2º turno. A abstenção foi de 21,08%.

    Fonte: TSE, resultado do 1º turno para presidente

  12. Horário eleitoral do 2º turno

    Começa a propaganda gratuita no rádio e na televisão do 2º turno, que vai até 23 de outubro.

    Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, Anexo I (9 de outubro de 2026)

  13. 2º turno: Lula é reeleito

    Lula (PT) tem 64.256.232 votos (51,79% dos válidos) e Flávio Bolsonaro (PL), 59.826.041 (48,21%). A abstenção cai para 19,22%. Segundo o TSE, uma decisão liminar do STF, comunicada depois das 17h, prorrogou até as 19h a votação nas seções que ainda estavam abertas. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou o resultado na mesma noite.

    Fonte: TSE, notícia de 26/10/2026

  14. Último dia para a diplomação

    Prazo final do calendário eleitoral para diplomar os eleitos, entre eles Lula e Geraldo Alckmin. A data da cerimônia no TSE ainda não foi marcada (em aberto, verificado em 27/10/2026).

    Fonte: Resolução TSE nº 23.760/2026, Anexo I (calendário eleitoral)

  15. Posse em Brasília

    Início do quarto mandato de Lula, que vai até 5 de janeiro de 2031. A Emenda Constitucional nº 111/2021 mudou a posse presidencial de 1º para 5 de janeiro a partir dos eleitos em 2026.

    Fonte: Constituição Federal, art. 82 (redação da EC nº 111/2021)

As datas seguem o calendário eleitoral do TSE, definido pela Resolução nº 23.760/2026. Depois do 2º turno, os próximos passos são a diplomação de Lula e Alckmin pelo TSE e a posse em 5 de janeiro de 2027. O mandato vai até 5 de janeiro de 2031.

Até a posse, o governo eleito monta a equipe. Os nomes anunciados aparecem em ministros do quarto mandato, e o que foi prometido na campanha é acompanhado no promessômetro. Os indicadores da economia que o novo mandato recebe estão em Brasil em números.

Sobre os dados

Os resultados vêm dos arquivos públicos da totalização do TSE, para o Brasil e para cada estado, baixados em 27 de outubro de 2026. Os percentuais dos candidatos são sobre os votos válidos, com duas casas decimais, como o TSE divulga.

Na madrugada de 5 de outubro, com 99,99% das urnas apuradas, o TSE noticiou números um pouco diferentes para o 1º turno: 56.104.268 votos para Flávio Bolsonaro e 53.876.617 para Lula. Esta página usa a totalização final, publicada depois.

Somas por região, diferenças e variações entre os turnos são cálculos do lula4. O método do site está em metodologia, e as correções ficam registradas em correções. Esta página deixa de ser atualizada depois da diplomação.

Fontes

Perguntas frequentes

Quem ganhou a eleição presidencial de 2026?

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no 2º turno, em 25 de outubro de 2026. Ele teve 64.256.232 votos, 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos, 48,21%. O vice eleito é Geraldo Alckmin (PSB).

Qual foi o resultado do segundo turno de 2026?

Lula terminou o 2º turno com 4.430.191 votos a mais que Flávio Bolsonaro, segundo a totalização final do TSE. Foram 124.082.273 votos válidos, 1.430.496 brancos e 2.723.305 nulos. Compareceram 128.236.074 eleitores, 80,78% do eleitorado.

Qual foi o resultado do primeiro turno de 2026?

No 1º turno, em 4 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) ficou em primeiro, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos). Lula (PT) ficou em segundo, com 53.879.538 votos (45,16%). Doze candidatos disputaram. Augusto Cury (Avante), com 2,89%, foi o terceiro colocado.

Em quantos estados Lula venceu no segundo turno?

Lula teve mais votos que Flávio Bolsonaro em 13 das 27 unidades da Federação, os nove estados do Nordeste, Amazonas, Pará, Amapá e Minas Gerais. Flávio Bolsonaro venceu nas outras 14, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. O maior percentual de Lula foi no Piauí (75,88%), e o de Flávio Bolsonaro, em Roraima (72,46%).

Qual estado mudou de lado entre o 1º e o 2º turno?

Só Minas Gerais. No 1º turno, Flávio Bolsonaro teve 48,24% dos válidos no estado e Lula, 43,33%. No 2º turno, Lula teve 50,43% e Flávio Bolsonaro, 49,57%, uma diferença de 109.313 votos. Nos outros 26 estados, quem liderou no 1º turno também venceu no 2º.

Por que o resultado de 2026 é chamado de virada?

Porque o segundo colocado do 1º turno venceu o 2º turno, o que aconteceu pela primeira vez numa eleição presidencial brasileira. Flávio Bolsonaro saiu do 1º turno com 2.224.965 votos de vantagem. Entre os turnos, Lula ganhou 10.376.694 votos e Flávio Bolsonaro, 3.721.538, e a ordem se inverteu.

Qual foi a abstenção na eleição de 2026?

No 1º turno, 33.469.244 eleitores não votaram, 21,08% do eleitorado de 158.745.502 pessoas. Segundo a Agência Brasil, foi a maior abstenção num 1º turno de eleições gerais desde 1998. No 2º turno, a abstenção caiu para 30.509.005 eleitores, 19,22% do eleitorado.

Quantos votos brancos e nulos houve em 2026?

No 1º turno foram 2.300.798 votos brancos (1,84% dos votos) e 3.674.249 nulos (2,93%). No 2º turno foram 1.430.496 brancos (1,12%) e 2.723.305 nulos (2,12%). Brancos e nulos não contam como votos válidos, que são a base dos percentuais dos candidatos.