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Brasil em números e no seu bolso

Autoria
Por Redação lula4
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Painel automático, atualizado a cada hora; revisão manual do texto todo mês.
Estrela da página:
Mimosa (Rio de Janeiro)

Esta página mostra, ao vivo, os quatro números da economia que mais pesam no dia a dia: inflação (IPCA), juros básicos (Selic), dólar (PTAX) e desemprego (taxa de desocupação). Os dados vêm do Banco Central (BC) e do IBGE, com data de referência e série desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula. Abaixo, explicamos o que cada número mede, quem divulga, quando sai o próximo dado e como ler. Em "No seu bolso" estão as regras atuais do salário mínimo, do imposto de renda, do Bolsa Família e do Pé-de-Meia.

Painel ao vivo

O painel busca os dados nas fontes oficiais e se atualiza sozinho. O gráfico tem uma tabela equivalente, com os mesmos valores.

O Brasil em números

· consulta às fontes a cada hora

Inflação (IPCA)

4,58

% em 12 meses · set. de 2026

Último mês: 0,82%

Desde jan/2023. Banco Central, SGS série 433 (dados do IBGE)

Ver tabela dos dados
Inflação (IPCA), % no mês
Data% no mês
set. de 20260,82
ago. de 2026-0,32
jul. de 20260,07
jun. de 20260,16
mai. de 20260,58
abr. de 20260,67
mar. de 20260,88
fev. de 20260,70
jan. de 20260,33
dez. de 20250,33
nov. de 20250,18
out. de 20250,09
set. de 20250,48
ago. de 2025-0,11
jul. de 20250,26
jun. de 20250,24
mai. de 20250,26
abr. de 20250,43
mar. de 20250,56
fev. de 20251,31
jan. de 20250,16
dez. de 20240,52
nov. de 20240,39
out. de 20240,56
set. de 20240,44
ago. de 2024-0,02
jul. de 20240,38
jun. de 20240,21
mai. de 20240,46
abr. de 20240,38
mar. de 20240,16
fev. de 20240,83
jan. de 20240,42
dez. de 20230,56
nov. de 20230,28
out. de 20230,24
set. de 20230,26
ago. de 20230,23
jul. de 20230,12
jun. de 2023-0,08
mai. de 20230,23
abr. de 20230,61
mar. de 20230,71
fev. de 20230,84
jan. de 20230,53

Selic (meta)

13,75

% ao ano · 27/10/2026

Desde jan/2023. Banco Central, SGS série 432

Ver tabela dos dados
Selic (meta), % ao ano
Data% ao ano
27/10/202613,75
30/09/202613,75
31/08/202614,00
31/07/202614,25
30/06/202614,25
31/05/202614,50
30/04/202614,50
31/03/202614,75
28/02/202615,00
31/01/202615,00
31/12/202515,00
30/11/202515,00
31/10/202515,00
30/09/202515,00
31/08/202515,00
31/07/202515,00
30/06/202515,00
31/05/202514,75
30/04/202514,25
31/03/202514,25
28/02/202513,25
31/01/202513,25
31/12/202412,25
30/11/202411,25
31/10/202410,75
30/09/202410,75
31/08/202410,50
31/07/202410,50
30/06/202410,50
31/05/202410,50
30/04/202410,75
31/03/202410,75
29/02/202411,25
31/01/202411,75
31/12/202311,75
30/11/202312,25
31/10/202312,75
30/09/202312,75
31/08/202313,25
31/07/202313,75
30/06/202313,75
31/05/202313,75
30/04/202313,75
31/03/202313,75
28/02/202313,75
31/01/202313,75

Dólar (PTAX venda)

R$ 5,5007

R$ por US$ · 26/10/2026

Desde jan/2023. Banco Central, SGS série 1

Ver tabela dos dados
Dólar (PTAX venda), R$ por US$
DataR$ por US$
26/10/20265,5007
30/09/20265,1809
31/08/20265,1816
31/07/20265,0773
30/06/20265,1766
29/05/20265,0569
30/04/20264,9886
31/03/20265,2194
27/02/20265,1495
30/01/20265,2301
31/12/20255,5024
28/11/20255,3338
31/10/20255,3843
30/09/20255,3186
29/08/20255,4264
31/07/20255,6021
30/06/20255,4571
30/05/20255,7087
30/04/20255,6608
31/03/20255,7422
28/02/20255,8488
31/01/20255,8301
31/12/20246,1923
29/11/20246,0535
31/10/20245,7779
30/09/20245,4481
30/08/20245,6562
31/07/20245,6621
28/06/20245,5589
31/05/20245,2416
30/04/20245,1718
28/03/20244,9962
29/02/20244,9833
31/01/20244,9535
29/12/20234,8413
30/11/20234,9355
31/10/20235,0575
29/09/20235,0076
31/08/20234,9219
31/07/20234,7415
30/06/20234,8192
31/05/20235,0959
28/04/20235,0007
31/03/20235,0804
28/02/20235,2078
31/01/20235,0993

Desemprego

5,30

% da força de trabalho · jun-jul-ago 2026

Desde jan/2023. IBGE, PNAD Contínua, SIDRA tabela 6381

Ver tabela dos dados
Desemprego, % da força de trabalho
Trimestre% da força de trabalho
jun-jul-ago 20265,30
mai-jun-jul 20265,30
abr-mai-jun 20265,40
mar-abr-mai 20265,60
fev-mar-abr 20265,80
jan-fev-mar 20266,10
dez-jan-fev 20265,80
nov-dez-jan 20265,40
out-nov-dez 20255,10
set-out-nov 20255,20
ago-set-out 20255,40
jul-ago-set 20255,60
jun-jul-ago 20255,60
mai-jun-jul 20255,60
abr-mai-jun 20255,80
mar-abr-mai 20256,20
fev-mar-abr 20256,60
jan-fev-mar 20257,00
dez-jan-fev 20256,80
nov-dez-jan 20256,50
out-nov-dez 20246,20
set-out-nov 20246,10
ago-set-out 20246,20
jul-ago-set 20246,40
jun-jul-ago 20246,60
mai-jun-jul 20246,80
abr-mai-jun 20246,90
mar-abr-mai 20247,10
fev-mar-abr 20247,50
jan-fev-mar 20247,90
dez-jan-fev 20247,80
nov-dez-jan 20247,60
out-nov-dez 20237,40
set-out-nov 20237,50
ago-set-out 20237,60
jul-ago-set 20237,70
jun-jul-ago 20237,80
mai-jun-jul 20237,90
abr-mai-jun 20238,00
mar-abr-mai 20238,30
fev-mar-abr 20238,50
jan-fev-mar 20238,80
dez-jan-fev 20238,60
nov-dez-jan 20238,40
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Os números mudam em ritmos diferentes. O dólar muda todo dia útil. A Selic só muda quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decide. O IPCA e a taxa de desocupação saem uma vez por mês. Por isso, o texto desta página não repete o valor do momento. Quando citamos um número, dizemos a data e a fonte.

IndicadorQuem produzSérie usada no painelFrequência
IPCA, variação no mês (%)IBGEBC, SGS 433Mensal
Meta da taxa Selic (% ao ano)Copom, Banco CentralBC, SGS 432Muda nas reuniões do Copom
Dólar PTAX de venda (R$ por US$)Banco CentralBC, SGS 1Diária, em dias úteis
Taxa de desocupação (%)IBGE, PNAD ContínuaIBGE, SIDRA, tabela 6381Mensal, em trimestre móvel

Ponto de partida: janeiro de 2023

Estes eram os números no começo da série. São valores do passado e não mudam.

IndicadorValorReferênciaFonte
IPCA no mês0,53%Janeiro de 2023IBGE, via BC (SGS 433)
IPCA em 12 meses5,77%Janeiro de 2023IBGE, via BC (SGS 13522)
Meta da Selic13,75% ao anoJaneiro de 2023Copom, via BC (SGS 432)
Dólar PTAX de vendaR$ 5,34362 de janeiro de 2023BC (SGS 1)
Taxa de desocupação8,4%Novembro de 2022 a janeiro de 2023IBGE (tabela 6381)

Valores consultados nas bases do BC e do IBGE em 27/10/2026. A taxa de desocupação já inclui a revisão da série feita pelo IBGE em 2025.

Inflação: o IPCA

O que é

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mede quanto os preços pagos pelas famílias subiram ou caíram, em média. O IBGE calcula o índice desde 1980. Ele se refere a famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, de qualquer fonte. A coleta cobre dez regiões metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. É o índice usado na meta de inflação do país.

Quem divulga e quando

O IBGE divulga o IPCA uma vez por mês. Nos últimos meses, o dado saiu entre os dias 9 e 12 do mês seguinte. Pelo calendário do IBGE, o IPCA de outubro de 2026 sai em 12/11/2026, e o de novembro, em 11/12/2026. O IBGE também publica o IPCA-15, uma prévia com a mesma metodologia, coleta em outro período e menos cidades.

Como ler

  • Variação no mês. É o número do painel. Um valor negativo quer dizer que, na média, os preços caíram naquele mês.
  • Acumulado em 12 meses. É esse número que se compara com a meta.
  • A meta. É de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. A faixa vai de 1,5% a 4,5%.
  • Meta contínua. Desde janeiro de 2025, a meta é verificada todo mês. Se o IPCA em 12 meses ficar fora da faixa por seis meses seguidos, a meta é descumprida, e o BC tem de publicar uma carta aberta ao ministro da Fazenda com as causas, as medidas e o prazo de correção (Decreto 12.079/2024).
  • Um exemplo. Isso aconteceu pela primeira vez em julho de 2025. O IPCA em 12 meses chegou a 5,35% em junho de 2025, o sexto mês seguido acima de 4,5%, segundo a Agência Brasil.

IPCA e INPC

O INPC, também do IBGE, mede a inflação das famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado. É o INPC que corrige o salário mínimo. Também foi o índice usado na correção do Bolsa Família em setembro de 2026. Os dois índices saem no mesmo dia.

Juros: a Selic

O que é

A Selic é a taxa básica de juros da economia. O painel mostra a meta para a Selic, em porcentagem ao ano, definida pelo Copom. A meta vale até a reunião seguinte.

Quem decide e quando

O Copom é formado pelo presidente e pelos diretores do BC. Cada reunião tem dois dias. A decisão sai por maioria simples e é divulgada em comunicado no fim do segundo dia, a partir das 18h. A ata sai na terça-feira da semana seguinte. Em 2025, o Copom fez oito reuniões, segundo os comunicados do BC. Até setembro de 2026, foram seis.

Como ler

A trajetória da meta desde 2023, pelos comunicados do Copom:

  • Janeiro a julho de 2023: 13,75% ao ano, sem mudança.
  • 2 de agosto de 2023: começam os cortes, para 13,25%.
  • 8 de maio de 2024: 10,50%, o menor valor do período.
  • 18 de setembro de 2024: começam as altas, para 10,75%.
  • 18 de junho de 2025: 15,00%, o maior valor do período, mantido até janeiro de 2026.
  • 18 de março de 2026: nova série de cortes, para 14,75%.
  • 16 de setembro de 2026: 13,75%, na 281ª reunião.

Para saber se a taxa mudou depois disso, confira o painel. Pela Lei Complementar 179/2021, o objetivo principal do BC é a estabilidade de preços, e a meta de inflação é medida pelo IPCA em 12 meses.

Dólar: a PTAX

O que é

A PTAX é a taxa de câmbio de referência do real em relação ao dólar, calculada pelo Banco Central. Há uma PTAX de compra e uma de venda. O painel mostra a de venda, série 1 do SGS, que tem dados desde 1984.

Como é calculada

Pela norma do BC que criou a metodologia (Circular 3.506/2010):

  1. Em todo dia útil, o BC faz quatro consultas de dois minutos a instituições credenciadas para negociar câmbio com ele (os dealers).
  2. O início de cada consulta é sorteado dentro de quatro janelas: 10h a 10h10, 11h a 11h10, 12h a 12h10 e 13h a 13h10.
  3. Em cada consulta, o BC tira a média das cotações, sem as duas maiores e as duas menores.
  4. A PTAX do dia é a média das quatro consultas e sai junto com o resultado da última.

Como ler

A PTAX reflete o mercado à vista entre instituições. Não é o preço do balcão de uma casa de câmbio. Em fins de semana e feriados não há PTAX; vale o último dia útil. Para ver tendência, compare médias de semanas ou meses.

Desemprego: a taxa de desocupação

O que é

É o número oficial de desemprego: o percentual de pessoas desocupadas na força de trabalho. A força de trabalho reúne quem tem 14 anos ou mais e está trabalhando ou procurando trabalho. Para o IBGE, está desocupada a pessoa que não trabalhou na semana de referência, tomou alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos 30 dias anteriores e estava disponível para começar.

Quem divulga e quando

O dado vem da PNAD Contínua, do IBGE. A cada trimestre, a pesquisa investiga 211.344 domicílios em cerca de 3.500 municípios, segundo o IBGE. O resultado sai todo mês, sempre de um trimestre móvel: por exemplo, junho a agosto, depois julho a setembro. Pelo calendário do IBGE, as próximas divulgações são em 30/10/2026, 27/11/2026 e 29/12/2026.

Como ler

  • Trimestre móvel. Dois trimestres seguidos têm dois meses em comum. Por isso, a taxa muda devagar.
  • Época do ano. Em todos os anos desde 2023, a taxa subiu do trimestre encerrado em dezembro para o encerrado em março. Na virada mais recente, foi de 5,1% para 6,1%, segundo o IBGE. A comparação mais justa é com o mesmo trimestre do ano anterior, que a tabela 6381 traz pronta.
  • Revisões. Em 2025, o IBGE refez os pesos da pesquisa com base no Censo 2022 e atualizou toda a série desde 2012, segundo a Agência Brasil. Um número antigo pode diferir um pouco do divulgado na época.
  • O que fica de fora. Quem desistiu de procurar emprego está fora da força de trabalho e não entra na taxa.

No seu bolso

As regras abaixo valem em 27/10/2026. Cada tema aponta para o promessômetro, onde acompanhamos o que foi prometido para o quarto mandato.

Salário mínimo 2027

Hoje. O salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621 por mês, R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora (Decreto 12.797/2025).

Proposta para 2027. O projeto de Lei Orçamentária de 2027 (PLN 24/2026), enviado ao Congresso em 31/08/2026, prevê R$ 1.741. São R$ 120 a mais, alta de cerca de 7,4%. Segundo o Ministério da Fazenda, a conta soma 4,93% de INPC previsto em 12 meses até novembro e 2,3% de aumento real.

Por que ainda pode mudar. R$ 1.741 é uma projeção. O valor final depende do INPC de novembro, que o IBGE divulga em 11/12/2026. Segundo a Agência Brasil, o governo manda ao Congresso uma correção da proposta no início de dezembro, e o novo valor passa a valer em janeiro de 2027. Valor final: em aberto, verificado em 27/10/2026.

A regra. A Lei 14.663/2023 soma a inflação pelo INPC dos 12 meses encerrados em novembro do ano anterior e um aumento real igual ao crescimento do PIB de dois anos antes. Entre 2025 e 2030, a Lei 15.077/2024 prende esse aumento real às regras do arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023), que limitam o crescimento das despesas a uma faixa de 0,6% a 2,5% ao ano. O valor de cada ano é fixado por decreto.

O que o mínimo move. Segundo a Agência Brasil, cerca de 45% dos benefícios do INSS estão ligados ao salário mínimo. Ele também é referência para o BPC, o seguro-desemprego e o abono salarial.

A promessa. O programa de governo de Lula de 2026 diz que o novo mandato "dará continuidade à política de valorização do salário mínimo". Acompanhe em promessas: salário mínimo.

Isenção do imposto de renda até R$ 5 mil

A lei. A Lei 15.270, de 26/11/2025, veio do PL 1.087/2025 e produz efeitos desde 1º de janeiro de 2026. A tabela progressiva continua existindo. A lei criou um desconto sobre o imposto devido:

Renda tributável mensalO que acontece
Até R$ 5.000Desconto de até R$ 312,89, que zera o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350Desconto parcial: R$ 978,62 menos 0,133145 vezes a renda
Acima de R$ 7.350Sem desconto; vale a tabela normal

Na declaração anual. A partir da declaração de 2027, sobre o ano de 2026, quem teve renda tributável de até R$ 60 mil no ano tem o imposto zerado. Entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200, o desconto é parcial.

Quem paga a conta. A lei criou uma tributação mínima para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, com alíquota que chega a 10% a partir de R$ 1,2 milhão. Também passou a reter na fonte 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa. Segundo a Agência Senado, a isenção alcança mais de 15 milhões de contribuintes.

A promessa. A isenção foi promessa da campanha de 2022 e já virou lei. O programa de governo de 2026 a apresenta como compromisso cumprido. Ela não aparece na lista de promessas do quarto mandato, que está em promessas.

Bolsa Família

A lei e o reajuste. O programa segue a Lei 14.601/2023, que permite corrigir os valores por decreto. O Decreto 13.120, de 17/09/2026, corrigiu os benefícios em 15,04%, pelo INPC de março de 2023 a agosto de 2026. Os novos valores valem desde a folha de outubro de 2026:

BenefícioAntesDesde outubro de 2026
Renda de Cidadania, por pessoa da famíliaR$ 142R$ 164
Mínimo garantido por família (Benefício Complementar)R$ 600R$ 691
Primeira Infância, por criança de 0 a 6 anosR$ 150R$ 173
Variável Familiar, por gestante, nutriz ou jovem de 7 a 17 anosR$ 50R$ 58

Quem pode receber. Famílias no Cadastro Único com renda de até R$ 218 por pessoa por mês. Ter alguém com carteira assinada ou MEI não impede a entrada. O decreto de setembro de 2026 tratou só dos valores dos benefícios; não encontramos ato que mude a linha de R$ 218 (verificado em 27/10/2026). A família precisa cumprir regras de frequência escolar, vacinação, acompanhamento de peso e altura das crianças e pré-natal.

Regra de proteção. Se a renda subir acima de R$ 218 por pessoa, até R$ 706, a família pode ficar mais 12 meses no programa, recebendo 50% do valor. A regra vale para quem entrou nessa situação a partir de junho de 2025 (Portaria MDS 1.084/2025). Famílias com aposentadoria, pensão ou BPC ficam até dois meses, exceto quando o BPC é de pessoa com deficiência (até 12 meses). Quem já estava na regra antes de junho de 2025 segue com o prazo antigo, de até 24 meses.

Os números. Segundo a Agência Brasil, a folha de outubro de 2026 atendeu 19,3 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 782,92.

A promessa. O programa de governo de 2026 fala em manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social, sem meta específica para o Bolsa Família. Veja a lista em promessas.

Pé-de-Meia

O que é. Um incentivo em dinheiro, na forma de poupança, para estudantes do ensino médio público continuarem na escola e concluírem os estudos. Foi criado pela Lei 14.818/2024 e regulamentado pelo Decreto 11.901/2024. A Lei 15.265/2025 passou a tratar o incentivo como bolsa de estudo e ligou os aportes da União à disponibilidade do Orçamento.

Quem recebe. Estudantes de 14 a 24 anos do ensino médio regular público, ou de 19 a 24 anos na Educação de Jovens e Adultos (EJA), de famílias no Cadastro Único. Segundo a Agência Brasil, a renda deve ser de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50 em 2026), e é preciso ter CPF regular e frequência mínima de 80%. A entrada é automática.

Incentivo (ensino regular)ValorQuando
MatrículaR$ 200Uma vez por ano
FrequênciaR$ 200 por parcela, até nove por anoMês a mês, com 80% de presença
ConclusãoR$ 1.000 por ano aprovadoSaque só depois de terminar o ensino médio
EnemR$ 200Uma vez, para quem faz os dois dias da prova no 3º ano

Segundo a Agência Brasil, o total pode chegar a R$ 9.200 por estudante. Na EJA, a parcela de frequência é de R$ 225, até oito por ano. Se a presença ficar abaixo de 80% num mês, a parcela fica retida até a frequência voltar ao mínimo.

A promessa. O programa de governo de 2026 diz: "Vamos dar continuidade e fortalecer o Pé-de-Meia". Segundo a Agência Brasil, a campanha também prometeu um Pé-de-Meia universitário. Acompanhe em promessas: Pé-de-Meia universitário.

Como esta página é feita

O painel lê as séries direto das bases abertas do BC e do IBGE. O texto é revisto todo mês e sempre que uma regra muda. Erros corrigidos ficam em correções, e o método está em metodologia. Para o contexto político, veja o resultado da eleição de 2026, a posse de 5 de janeiro de 2027 e o ministério do quarto mandato, com a equipe econômica. Há um resumo em inglês em /en.

Fontes

Perguntas frequentes

Qual é a inflação hoje no Brasil?

O painel desta página mostra o IPCA mais recente e o mês a que ele se refere. O IPCA é calculado pelo IBGE e sai uma vez por mês. Pelo calendário do IBGE, o IPCA de outubro de 2026 sai em 12/11/2026 e o de novembro, em 11/12/2026. Para comparar com a meta de 3% ao ano, olhe o acumulado em 12 meses.

O que é a Selic e quem decide o valor?

A Selic é a taxa básica de juros da economia. A meta para a Selic é decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelo presidente e pelos diretores do Banco Central. O Copom fez oito reuniões em 2025 e anuncia a decisão no fim do segundo dia de cada reunião. O valor em vigor aparece no painel.

O que é o dólar PTAX?

É a taxa de câmbio de referência calculada pelo Banco Central em todo dia útil. O BC faz quatro consultas por dia a instituições credenciadas, entre 10h e 13h10, descarta as duas maiores e as duas menores cotações e tira a média. O painel mostra a PTAX de venda.

Qual é a taxa de desemprego no Brasil?

O dado oficial é a taxa de desocupação da PNAD Contínua, do IBGE, que aparece no painel com o trimestre de referência. Ela mede a parcela da força de trabalho, de 14 anos ou mais, que está sem trabalho, procurou emprego e estava disponível. As próximas divulgações do IBGE estão marcadas para 30/10/2026, 27/11/2026 e 29/12/2026.

Qual será o salário mínimo em 2027?

O projeto de Orçamento de 2027 prevê R$ 1.741, contra R$ 1.621 em 2026. O valor ainda é uma projeção. A regra soma o INPC de 12 meses até novembro e um ganho real ligado ao PIB de dois anos antes, com teto de 2,5%. O valor final depende do INPC de novembro, que o IBGE divulga em 11/12/2026, e é fixado por decreto.

Quem ganha até R$ 5 mil paga imposto de renda?

Não, desde janeiro de 2026. A Lei 15.270/2025 criou um desconto que zera o imposto de quem tem renda tributável de até R$ 5 mil por mês. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o desconto diminui aos poucos. Acima de R$ 7.350, não há desconto.

Qual é o valor do Bolsa Família em 2026?

Desde a folha de outubro de 2026, o mínimo por família é R$ 691. O Decreto 13.120/2026 corrigiu os valores em 15,04% pelo INPC. Cada pessoa conta R$ 164, cada criança de até 6 anos soma R$ 173, e gestantes, nutrizes e jovens de 7 a 17 anos somam R$ 58. Para entrar, a renda deve ser de até R$ 218 por pessoa.

Quanto paga o Pé-de-Meia?

No ensino médio regular, paga R$ 200 pela matrícula, até nove parcelas de R$ 200 por frequência e R$ 1.000 por ano concluído, que só podem ser sacados no fim do ensino médio. Quem faz os dois dias do Enem no 3º ano recebe mais R$ 200. Segundo a Agência Brasil, o total pode chegar a R$ 9.200 por estudante.