O que foi prometido
“A Petrobras deverá retornar ao segmento de distribuição de combustíveis, expandindo sua capacidade de refino e ampliando a atuação da Transpetro para logística de GNL.”
Programa de governo registrado no TSE (coligação Brasil Pronto Pra Mais), em . Fonte: TSE, proposta de governo de Lula, p. 67.
O que existe hoje
A Petrobras deixou a distribuição de combustíveis ao vender a BR Distribuidora, hoje Vibra Energia. A privatização ocorreu em 2019, e a estatal vendeu sua última participação, de 37,5%, em 2021, por R$ 11,4 bilhões, segundo o Poder360. A Vibra usa marcas da Petrobras, como Postos Petrobras, BR Aviation, Podium e Grid, por um contrato de licença que vence em 28 de junho de 2029.
Em janeiro de 2024, a Petrobras avisou a Vibra que não tem interesse em renovar a licença nos termos atuais, segundo fato relevante da própria Vibra. Há também uma cláusula de não concorrência, assinada na venda da BR, que impede a Petrobras de voltar à distribuição antes de meados de 2029. A informação foi dada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, segundo a CNN Brasil, em março de 2026.
Segundo Magda Chambriard, o Plano de Negócios 2026-2030 definiu que a empresa deve buscar voltar à distribuição. O comunicado oficial do plano, de 28 de novembro de 2025, não detalha esse ponto. Ele prevê US$ 109 bilhões em investimentos e ampliar a capacidade de refino de 1,8 milhão para 2,1 milhões de barris por dia até 2030, sem construir novas refinarias. O programa de governo também cita a Transpetro na logística de gás natural liquefeito (GNL).
A decisão cabe à Petrobras, cujo Conselho de Administração aprova o plano de negócios, e esbarra no contrato com a Vibra. Segundo a Exame, a Vibra informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 15 de outubro de 2026, que as empresas não têm entendimento sobre o prazo do plano para deixar de usar a marca. Não há data anunciada para a volta da Petrobras à distribuição (verificado em 30/10/2026).
Status e histórico
O status segue a metodologia publicada: cumprida quando um ato oficial entrega o núcleo do prometido; em andamento quando há ato concreto iniciado; parada quando nada anda há 180 dias; não iniciada quando não há ato oficial. O 4º mandato começa em 5 de janeiro de 2027.
- : Não iniciada. Promessa registrada.
Outras promessas de infraestrutura
- Novos leilões de ferrovias e repactuação de contratos: não iniciada
- Abrir investimentos em baterias para o sistema elétrico: não iniciada
Ver o placar com todas as 41 promessas ›
Fontes
- TSE, proposta de governo de Lula, p. 67
- Poder360, Petrobras diz que não renovará licença de marcas para a Vibra (10/01/2024)
- Vibra Energia, fato relevante sobre o contrato de marcas com a Petrobras (10/01/2024)
- CNN Brasil, Petrobras quer retomar distribuição, mas trava vai até 2029 (06/03/2026)
- Agência Petrobras, Petrobras aprova Plano de Negócios 2026-2030 (28/11/2025)
- Exame, Vibra e Petrobras e a disputa pela marca (27/10/2026)
- TSE, proposta de governo de Lula (PDF)
Perguntas frequentes
A Petrobras ainda é dona dos postos Petrobras?
Não. A marca Petrobras nos postos é usada pela Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, por um contrato de licença que vence em 28 de junho de 2029. A Petrobras privatizou a BR em 2019 e vendeu a última fatia em 2021, segundo o Poder360.
Quando a Petrobras pode voltar à distribuição de combustíveis?
Só a partir de meados de 2029, por causa de uma cláusula de não concorrência assinada na venda da BR Distribuidora, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, citada pela CNN Brasil. Ela disse que qualquer iniciativa antes disso seria inócua. Não há data anunciada para a volta (verificado em 30/10/2026).
O que acontece com a marca Petrobras nos postos depois de 2029?
Ainda está em aberto. Em janeiro de 2024, a Petrobras avisou a Vibra que não pretende renovar a licença nos termos atuais, e a Vibra disse que essa possibilidade já estava nos seus planos. Segundo a Exame, as empresas divergem sobre o prazo para a Vibra apresentar um plano de retirada da marca.
O que é a Vibra Energia?
É a antiga BR Distribuidora, que pertencia à Petrobras. A empresa foi privatizada em 2019, e a Petrobras vendeu a última fatia que tinha nela em 2021, segundo o Poder360. Hoje é uma companhia aberta, com ações negociadas na B3 sob o código VBBR3.