O que foi prometido
“Vamos desenvolver e sustentar modelos de linguagem em português e outras línguas, voltados aos problemas do País, apoiados numa plataforma nacional de dados para treinamento e avaliação.”
Programa de governo registrado no TSE (coligação Brasil Pronto Pra Mais), em . Fonte: TSE, proposta de governo de Lula, p. 55.
O que existe hoje
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028 foi lançado na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e prevê R$ 23 bilhões em quatro anos, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Um dos objetivos é desenvolver modelos avançados de linguagem em português, com dados nacionais. Em janeiro de 2026, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que, das 54 ações do plano, 25 tinham sido entregues e 16 estavam em andamento.
Uma iniciativa nessa linha é o SoberanIA, desenvolvido pelo governo do Piauí com o MCTI, a Telebras e as empresas Modular e Scala Data Centers. O modelo teve lançamento nacional em 9 de dezembro de 2025, em Brasília. Segundo o Ministério das Comunicações, ele é treinado com dados do Brasil, em português. No lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o projeto recebeu R$ 35 milhões. O governo do Piauí diz que o sistema já atende serviços como o B.O. Fácil.
Segundo o programa de governo, os modelos teriam apoio de uma plataforma nacional de dados para treino e avaliação. No discurso de 25 de outubro de 2026, Lula disse que não quer depender de inteligência artificial chinesa e americana e que quer criar uma brasileira, segundo a Agência Brasil. Iniciativas desse tipo dependem de orçamento federal e de parceiros, como estados, centros de pesquisa e empresas, a exemplo do SoberanIA.
O PBIA vai até 2028, no meio do mandato que começa em 5 de janeiro de 2027. No Congresso, o PL 2338/2023, que cria regras gerais para a inteligência artificial, veio do Senado e aguarda parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), em comissão especial da Câmara. Não há data anunciada para um novo modelo federal de linguagem nem para a plataforma nacional de dados (verificado em 30/10/2026).
Status e histórico
O status segue a metodologia publicada: cumprida quando um ato oficial entrega o núcleo do prometido; em andamento quando há ato concreto iniciado; parada quando nada anda há 180 dias; não iniciada quando não há ato oficial. O 4º mandato começa em 5 de janeiro de 2027.
- : Não iniciada. Promessa registrada.
Outras promessas de tecnologia
- Fibra óptica nos municípios sem rede e 5G no campo: não iniciada
- Atrair data centers e reservar capacidade para dados brasileiros: não iniciada
- Política Nacional de Letramento Digital: não iniciada
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Fontes
- TSE, proposta de governo de Lula, p. 55
- TSE, proposta de governo de Lula (PDF)
- MCTI, Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
- Secom, ciência volta a ser eixo do desenvolvimento nacional (09/01/2026)
- MCTI, SoberanIA: iniciativa para modelos de IA em português (08/12/2025)
- Ministério das Comunicações, lançamento do primeiro modelo de IA público (dezembro de 2025)
- Agência Brasil, "Vamos mudar o jeito de governar este país", diz Lula (25/10/2026)
- Câmara, PL 2338/2023
Perguntas frequentes
O Brasil já tem uma inteligência artificial em português?
Há iniciativas públicas. O SoberanIA, do governo do Piauí com o MCTI e a Telebras, teve lançamento nacional em 9 de dezembro de 2025 e é treinado com dados brasileiros em português, segundo o Ministério das Comunicações. O projeto recebeu R$ 35 milhões, segundo a ministra Luciana Santos.
O que é o PBIA?
É o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que orienta as ações do país entre 2024 e 2028. Prevê R$ 23 bilhões em quatro anos e se organiza em cinco eixos, de infraestrutura a regulação. Um dos objetivos é criar modelos de linguagem em português com dados nacionais.
Existe lei sobre inteligência artificial no Brasil?
Ainda não há uma lei geral sobre o tema. O PL 2338/2023, que trata do uso ético e responsável da inteligência artificial, veio do Senado e aguarda parecer em comissão especial da Câmara. Não há data para a votação (verificado em 30/10/2026).