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Instituir o Pacto Nacional de Execução Penal contra o crime organizado

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Por Redação lula4
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Semanal, e a cada ato oficial ligado à promessa.
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Acrux (São Paulo)
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O que foi prometido

“Cumpriremos as metas do Plano Pena Justa e instituiremos o Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado, fortalecendo a governança do sistema prisional e a cooperação entre União, estados e sistema de justiça.”

Programa de governo registrado no TSE (coligação Brasil Pronto Pra Mais), em . Fonte: TSE, proposta de governo de Lula, p. 28.

O que existe hoje

Em outubro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, um estado de coisas inconstitucional nas prisões do país. A corte mandou a União e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fazerem um plano. O resultado foi o Plano Pena Justa, homologado pelo STF em dezembro de 2024, com quatro eixos e mais de 300 metas a cumprir até 2027.

O primeiro balanço anual, feito pelo CNJ com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), saiu em 31 de agosto de 2026. Dos 244 indicadores avaliados para 2025, 43 foram implementados e 84 parcialmente. Em setembro de 2026, o STF homologou os planos locais: 14 estados sem ressalvas e os demais estados e o Distrito Federal com ressalvas. Os corregedores dos tribunais de justiça acompanham a execução e enviam os dados ao CNJ.

Segundo o programa de governo, o Pacto Nacional de Execução Penal fortaleceria a gestão das prisões e a cooperação entre União, estados e sistema de justiça contra o crime organizado. O programa não diz se o pacto viria por decreto, lei ou acordo. Não há ato oficial que crie o pacto (verificado em 30/10/2026). Camila Asano, diretora-executiva da Conectas Direitos Humanos, disse à Agência Brasil que as medidas de segurança do programa foram apresentadas sem aprofundamento.

No balanço de agosto, o CNJ recomendou rever o financiamento do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), proteger esse dinheiro de bloqueios e prever nos orçamentos estaduais valores compatíveis com as metas. As ações de 2026 entram no próximo informe anual, que ainda não tem data anunciada (verificado em 30/10/2026). O prazo das metas do Pena Justa termina em 2027.

Status e histórico

O status segue a metodologia publicada: cumprida quando um ato oficial entrega o núcleo do prometido; em andamento quando há ato concreto iniciado; parada quando nada anda há 180 dias; não iniciada quando não há ato oficial. O 4º mandato começa em 5 de janeiro de 2027.

  1. : Não iniciada. Promessa registrada.

Outras promessas de segurança

Ver o placar com todas as 41 promessas ›

Fontes

Perguntas frequentes

O que é o Plano Pena Justa?

É o plano nacional para enfrentar a situação inconstitucional das prisões, feito pelo CNJ e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública depois da decisão do STF na ADPF 347. Foi homologado pelo STF em dezembro de 2024. Tem mais de 300 metas a cumprir até 2027, em quatro eixos.

O Pacto Nacional de Execução Penal já foi criado?

Não. Não há ato oficial que crie o pacto (verificado em 30/10/2026). Ele aparece no programa de governo registrado no TSE como proposta para o novo mandato, que começa em 5 de janeiro de 2027.

Quantas metas do Pena Justa já foram cumpridas?

No primeiro ano, de janeiro a dezembro de 2025, 127 dos 244 indicadores avaliados avançaram, segundo o CNJ: 43 foram implementados e 84 parcialmente. Só contaram metas comprovadas com documento oficial. O balanço foi divulgado em 31 de agosto de 2026.

Os estados também têm planos do Pena Justa?

Sim. O STF homologou os planos locais em sessão encerrada em 4 de setembro de 2026. Os planos de 14 estados foram aprovados sem ressalvas, e os dos demais estados e do Distrito Federal, com ressalvas.