O que foi prometido
“Vamos ter 15 UTIs inteligentes neste país para não permitir que as pessoas não morram por falta de tratamento por tempo”
Lula, primeiro discurso após a reeleição, em São Paulo, em . Fonte: Agência Brasil, 25/10/2026.
O que existe hoje
Em 7 de janeiro de 2026, o governo lançou a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS (Sistema Único de Saúde), com investimento previsto de R$ 4,8 bilhões. Segundo o Ministério da Saúde, o plano tem três frentes: 14 UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) inteligentes em 13 estados, com foco em cardiologia e neurologia; um hospital inteligente em São Paulo; e a modernização de hospitais do SUS. As unidades usam inteligência artificial, telemedicina e conexão de dados.
A primeira UTI inteligente foi aberta em junho de 2026 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), segundo a Agência Brasil, que citou R$ 180 milhões para as 14 unidades. Em 3 de setembro de 2026, o ministério apresentou em São Paulo a central de comando que acompanha em tempo real seis UTIs, em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Eram 60 leitos ativos, de 280 previstos.
No discurso da vitória, Lula falou em 15 UTIs inteligentes, uma a mais que as 14 do plano oficial. Não há anúncio oficial de uma 15ª unidade (verificado em 30/10/2026). O hospital inteligente, o ITMI (Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente), terá 800 leitos no complexo do Hospital das Clínicas da USP, custo de R$ 1,9 bilhão e abertura prevista para 2029. Cerca de R$ 1,7 bilhão (US$ 320 milhões) vem de empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics.
As UTIs são supervisionadas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde fica a central de comando. Segundo o ministério, as próximas etapas são instalar monitores e centrais de monitoramento e, depois, ventiladores pulmonares e leitos inteligentes. Não há datas anunciadas para essas etapas nem para a conclusão das 14 UTIs (verificado em 30/10/2026). O novo mandato começa em 5 de janeiro de 2027.
Status e histórico
O status segue a metodologia publicada: cumprida quando um ato oficial entrega o núcleo do prometido; em andamento quando há ato concreto iniciado; parada quando nada anda há 180 dias; não iniciada quando não há ato oficial. O 4º mandato começa em 5 de janeiro de 2027.
- : Não iniciada. Promessa registrada.
Outras promessas de saúde
- Incluir exames no Farmácia Popular: não iniciada
- Fila única digital para consultas e exames especializados: não iniciada
- Prontuário único do cidadão no SUS: não iniciada
- Ampliar a vacinação contra dengue e VSR: não iniciada
- Levar a atenção domiciliar ao idoso a todo o país: não iniciada
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Fontes
- Agência Brasil, 25/10/2026
- Agência Brasil, "Vamos mudar o jeito de governar este país", diz Lula (25/10/2026)
- Agência Gov, Lula anuncia rede de hospitais inteligentes do SUS (07/01/2026)
- Ministério da Saúde, contrato com o Banco do Brics para hospital inteligente (07/01/2026)
- Agência Brasil, Hospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes (27/06/2026)
- Agência Gov, Central de comando das UTIs inteligentes do SUS (03/09/2026)
Perguntas frequentes
O que é uma UTI inteligente?
É uma UTI ligada a uma central que acompanha em tempo real sinais vitais como batimentos do coração, oxigênio e pressão, com apoio de inteligência artificial. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o sistema pode dar alerta quando o paciente piora. A central do SUS fica no Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo.
Quantas UTIs inteligentes já funcionam no SUS?
Seis, segundo o Ministério da Saúde em 3 de setembro de 2026: Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Elas somavam 60 leitos ativos, de 280 previstos em 14 instituições.
Por que Lula falou em 15 UTIs se o plano tem 14?
O plano do Ministério da Saúde, lançado em janeiro de 2026, prevê 14 UTIs inteligentes. Lula citou 15 no discurso de 25 de outubro de 2026, em São Paulo. Não há anúncio oficial de uma 15ª unidade (verificado em 30/10/2026).
Quem paga o hospital inteligente da USP?
O custo total é de R$ 1,9 bilhão, segundo o Ministério da Saúde. Cerca de R$ 1,7 bilhão (US$ 320 milhões) vem de empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics, e há ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do governo de São Paulo. A abertura está prevista para 2029.